Andei por todos os enredos possíveis, chorei por verdades que pareciam mentiras e, no final, sequei como folha de outono. Derramei-me por inteiro em cada passo, senti o mundo se desfazer aos poucos e, por certos momentos, perdi-me. Em mim não via contexto, pretexto ou o que seja. Em mim não vertia sangue, não se tinha nada. A janela que tanto olhei guardava segredos que, outrora, me eram óbvios por si só, mas com os olhos ressequidos já não pudera eu compreender os mesmos. Nos dias em que andei sobre as flores secas em meu jardim, tive a certeza de que quanto menos palavras eu dissesse, quanto mais longe eu estivesse, mais perto estaria de mim. Não importar-me-ia a distância, no meio de tantas realidades fotografadas em uma mente sonhadora. Não importar-me-iam as lembranças chuvosas e vagas de um oceano reservado em conta-gotas. Não, ressalto, não afetar-me-iam mais os desconchavos do externo. Como se eu pudesse piscar os olhos e sentir a brisa do céu, interpelou-me uma estrela. No...