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Mostrando postagens de novembro, 2019

RETROCEDER

É difícil olhar alguém pela última vez, principalmente quando o ser em questão é tudo o que você sempre quis depois de si mesmo. Há uma forma muito peculiar no modo com o qual costumo me despedir, e sempre envolve o silêncio. Não me apetecem muitas palavras, não nestes momentos específicos onde não se cogita uma próxima circunstância; onde a decisão é ir para nunca mais voltar. Toda a forma de dizer adeus me soa muito invalida e superficial, prefiro simplesmente ir embora. Os rodeios entorno de um vínculo saturam-me. Reviro os olhos enquanto penso em todos os dramas desnecessários que são cultuados em prol de uma suposta necessidade por elaborar uma despedida que também dê todas as razões do mundo para ficar. Isso me parece totalmente sem nexo, porque se meu intento é permanecer, não há nada no mundo que me impeça. Decido ir embora quando já não existe espaço dentro de mim para mais ninguém. Quando todos os meus vazios estão preenchidos por pensamentos tão profundos, que me custa ...