A delicadeza com a qual minhas mãos se sobrepõe à mesa. O tom negro que borda minhas unhas e meus lábios, todo o viço de minha derme. Me acostumei com a incerteza, mas com o pouco jamais. Ao olhar meu reflexo no espelho, só penso o quanto quero percorrer meus caminhos mais íntimos e perder-me totalmente por meus próprios corredores. Sou um labirinto. Me entrego sem medo ao meu próprio gosto de liberdade, e isso já percebi ser a única capaz de proporcionar-me na medida perfeita. O mundo cabe em mim, e jamais estive tão em casa. Não existe longe, nem perto, nem portas no deserto que me impeçam de viver toda a surrealidade que há em ser quem sou. Simples. A forma com a qual minhas roupas escuras ornam com a cor de meus olhos, com o tom monocórdico de minha face e meu sorriso que se assemelha ao tédio e às adições de dúvida e ponderamento se deveria estar fazendo o que estou prestes a fazer. Confesso: Aos sóbrios não faço questionar, e só apareço na certeza total de ser necessári...