
Estou na chuva
Nos braços de um galho seco.
Estou na rua
Assim como as migalhas que jogam-se
aos pássaros
Num beco escondido.
Recôndito é o pensamento
Que me implora por algo além do que
meros segundos de existência
Mas estamos todos sob o sol.
Estamos todos sob o mesmo prefixo
imutável
O mesmo véu de mormaço
fotossintético que nomeia o dia
E finda a beleza falsa de uma lua
praticante do latrocínio há muito.
Ósculos
Cópulas
Todos os atos são cometidos sob, talvez, um sol distante
Mas
nunca ausente.
Abaixo
do astro reinam as flores e,
Entre
as mesmas
A
dor do animal crudívoro, que pasta em escravidão eterna.
Sob
os fótons reina a procrastinação tão praticada na atualidade,
Mas
que não progride na labuta em grande escala.
E
este mesmo que abraça multidões famintas pelo tudo que não tiveram
É,
muitas vezes, insuficiente para os néscios
Mas
sinônimo de companhia para os apreciadores da solidão.
Eu
Sob
a estrela
Reflito
onde a sombra bater
E talvez
nunca seja uma questão opcional.
- Victória Elsner
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