Uma vida extraordinariamente comum, essa é a vida que eu quero ter. Num lugar pacato, ao lado de quem eu ame tanto quanto amo escrever enquanto o café fica pronto. alguém que carregue serenidade no jeito que encara as coisas. Aproveitar cada momento. Sentir o valor nos profundos silêncios. Fazer amor com a vida. Ter alguns gatos, árvores e tulipas (eu amo tulipas negras; vermelhas também).
Não sei exatamente como, nem quando, mas hoje eu quero pensar que tudo isso está prestes a acontecer, porque é o que me salva de mim mesma e de toda a urgência que há em meu ser.
É uma questão de tempo. Tudo irá se encaminhar para meu anonimato. Eu preciso disso para in(existir). Deitar sobre um lençol estendido na grama, beijar meu melhor amigo e amor. Amar no amanhecer e me entregar nos braços de Gaia. Deixar ser, sem me intrometer em processo algum. Observar-me como um cientista que avalia coleta dados empíricos.
Perder o controle
Entregar-me totalmente ao acaso
Só para poder cometer o desatino
De amar tresloucadamente
Cada milésimo
Da minha vida formidavelmente consuetudinária.
(Victória Elsner)

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