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POR QUÊ?

Nessa madrugada estou nostálgica,
pensando em nossa história
e me sentindo extremamente parva.

Hoje eu choro por não lhe ter por perto,
ou por saber que mereço muito mais do que me você me oferece?
Não sei, porém espero descobrir até as lágrimas cessarem.
Permito que rolem por minha face, beijem meus lábios
e caiam sobre o cobertor que me aquece.

Você me disse que o melhor momento que tivemos
 foi aquele no qual jamais havíamos nos conhecido,
e que na verdade percebeu que eu não tinha graça nenhuma,
que não havia nada de grandioso o suficiente para te manter por perto
ou que te encantasse.

Eu te pedi desculpas por existir,
e nunca me senti tão pequena na vida.
Você disse que não entende o motivo de ainda tentar manter contato,
e alegou achar tratar-se de uma esperança
de encontrar algo em mim que não seja o que já sabe: nada demais.

Por que você dói tanto em mim?
Por que você me destrói com tão poucas palavras?
Por quê?
Eu só queria saber isso,
talvez desse modo eu sentisse menos.

Essa algia me esfacela,
principalmente porque eu só queria admirar tuas pétalas,
e não cravar-me em espinhos.

Lembro que me disse que um dia iria chegar
e contar todas as estrelas do céu
enquanto uma de suas mãos se entrelaçavam nas minhas,
e então ladrilharia por meus sorrisos
e seria o causador de cada um deles,
mas parece que as lágrimas de meus olhos
te parecem mais interessantes do que palavras de amor.


(Victória Elsner)

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