Todas as memórias que o tempo não desbota se espreguiçam nos corredores desalumiados de minh'alma, e despertam de modo radiante algumas feridas superficiais. Adornam o corpo, mas não doem tanto quanto meu coração em pedaços, o cerne da questão: não há caminho exíguo ou exato para curá-lo. Necessitarei bifurcar labirintos até encontrar a fórmula perfeita.
As folhas caem, o céu desaba e, enquanto isso, eu só queria encontrar teu nome nas cores que bordam esse assoalho antigo e colmado por contrições. Admirar teus métodos tão diligentes quanto a tua falta de empatia. Perdi a candura, emoldurei-me em tortura e ladrilhei dentre os vales mais soturnos do inferno. Esmaeci.
As folhas caem, o céu desaba e, enquanto isso, eu só queria encontrar teu nome nas cores que bordam esse assoalho antigo e colmado por contrições. Admirar teus métodos tão diligentes quanto a tua falta de empatia. Perdi a candura, emoldurei-me em tortura e ladrilhei dentre os vales mais soturnos do inferno. Esmaeci.
Não infiro nada, só sigo o fluxo das circunstâncias e peço que a maré se acalme. Já sei que teu amor jamais será uma verdade, e que tuas verdades jamais terão cabimento.
O céu é para todos, principalmente para os parvos.
Nos teus lábios, osculo o verde azulado da saliva
O gosto da Terra, tão viva
Mas não sei para onde ir. Vou ao teu encontro, me deparo em teu amplexo. Um reflexo de mim, debruçada em uma cama, enfrascada pela própria noção de tempo e espaço. Ébria pelos beijos de um rapaz que jamais poderia dizer ser um qualquer em sua vida. Só há uma porta de distância entre todas essas histórias reviradas em um avesso, que mais parece um amontoado de certezas remendadas em um bloco de notas, e esta porta está com milhares de cadeados.
E, caso consigamos abri-la, haverá uma parede.
E, caso consigamos abri-la, haverá uma parede.
(Victória Elsner)
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